Detalhar som Classificação Científica
Nome Científico
Rauenia bonariensis(Gmelin, 1789)Nome em Inglês
Blue-and-yellow Tanager
Sanhaço-papa-laranja
O sanhaço-papa-laranja é uma ave passeriforme da família Thraupidae. Também conhecido como sanhaço-amarelo, sairão (Santa catarina) e papa-ameixa.
Nome Científico
Seu nome científico significa: de Pipra = referência ao gênero Pipra, (Linaeus, 1764); e do (grego) eidos = semelhante na forma; e de bonariensis = referente a região de Buenos Aires na Argentina. ⇒ (Ave) de Buenos Aires semelhante na forma ao gênero Pipra.
Características
Mede 17 centímetros de comprimento e pesa entre 28 e 46,5 gramas (del Hoyo, in HBW, 2016).
O macho apresenta a cabeça de coloração azul violácea com a fronte, loro e uma máscara facial negra sobre os olhos. Apresenta uma estreita faixa torácica preta que limita a coloração azul do pescoço da coloração laranja intenso do peito. O ventre é amarelo. Dorso preto e asas azuis. As rêmiges são pretas com marginação externa azul. O uropígio é intensamente alaranjado e sua cauda é escura com marginação azulada. Bico, tarsos e pés cinzentos.
As fêmeas são pardo-esverdeadas e os jovens tem coloração semelhante as fêmeas com o alto da cabeça azulada, peito e abdome amarelados.
sanhaço-papa-laranja macho
sanhaço-papa-laranja fêmea
sanhaço-papa-laranja jovem
Subespécies
Possui quatro subespécies reconhecidas:
Pipraeidea bonariensis bonariensis (Gmelin, 1789) - ocorre no sul e sudeste do Brasil, do sul do estado de São Paulo até o Uruguai e norte da Argentina. Esta subespécie é a descrita acima.
Pipraeidea bonariensis composita (Zimmer, 1944) - ocorre na Cordilheira dos Andes na região leste e central da Bolívia. Esta subespécie é bastante parecida a subespécie schulzei entretanto é maior. Seu tamanho é equivalente ao tamanho da subespécie nominal.
Pipraeidea bonariensis darwinii (Bonaparte, 1838) - ocorre na Cordilheira dos Andes do Equador até o norte do Chile. O macho desta subespécie apresenta o dorso na coloração verde-oliva e tem o uropígio amarelo intenso.
Pipraeidea bonariensis schulzei (Brodkorb, 1938) - ocorre no Paraguai e no noroeste da Argentina, até o norte de Rio Negro e sul de Mendoza. Esta subespécie é a menor dentre as quatro subespécies reconhecidas. Sua fronte não apresenta a coloração preta, mas os lores, a lateral do pescoço a faixa da região peitoral são pretos.
(IOC World Bird List 2017; Aves Brasil CBRO 2015).
| Fotos das subespécies de Pipraeidea bonariensis |
| (ssp. bonariensis) | (ssp. composita) | (ssp. darwinii) | (ssp. schulzei) |
Pipraeidea bonariensis bonariensis |
Pipraeidea bonariensis composita |
Pipraeidea bonariensis darwinii |
Pipraeidea bonariensis schulzei |
Indivíduos com plumagem leucística
O leucismo (do grego λευκοσ, leucos, branco) é uma particularidade genética devida a um gene recessivo, que confere a cor branca a animais geralmente escuros.
Mais informações sobre as mutações que afetam a plumagem das aves podem ser encontradas no link abaixo:
As mutações que acometem as aves.
sanhaço-papa-laranja (Rauenia bonariensis)
Alimentação
Frugívoro. Tem sido visto alimentando-se de inflorescências de eucalipto e grandes pedaços de folhas de mamão e chuchu.
sanhaço-papa-laranja se alimentando
Reprodução
Hábitos
Habita matas de galeria e capões.
Bando de sanhaço-papa-laranja
Distribuição Geográfica
Ocorre do sul de São Paulo a Argentina.

Ocorrências registradas no WikiAves
Referências
Consulta bibliográfica sobre as subespécies:
CLEMENTS, J. F., T. S. Schulenberg, M. J. Iliff, D. Roberson, T. A. Fredericks, B. L. Sullivan, and C. L.. The Clements checklist of Birds of the World: Version 6.9; Cornell: Cornell University Press, 2016.
Gill, F. & Wright, M. - IOC World Bird List 2017. Birds of the World - Recommended English Names. Princeton University Press, Princeton, N.J., and Oxford, UK.
ITIS - Integrated Taxonomic Information System (2017); Smithsonian Institution; Washington, DC.
Piacentini et al. (2015). Annotated checklist of the birds of Brazil by the Brazilian Ornithological Records Committee / Lista comentada das aves do Brasil pelo Comitê Brasileiro de Registros Ornitológicos. Revista Brasileira de Ornitologia, 23(2): 91–298.
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